Quando dar um basta?

O amor, sozinho, não é suficiente.

Eu muito relutei na vida em acreditar nessa frase. Mas atualmente, depois de viver um pouquinho (pouquinho né, vinte e um anos não é, graças a Deus, toda uma vida), e trocar o deslumbramento adolescente por um pouco mais de maturidade, eu comecei a acreditar nessa frase, em todos os tipos de relação. Principalmente aquele tipo de relação que tira nosso sono, que faz a gente odiar o celular que não toca, que faz a gente sentir frio na barriga, que faz a gente achar que em uma só pessoa existe um conto de fadas inteirinho. Vocês já sabem do que eu estou falando.

A relação amorosa entre duas pessoas deve ser composta de amor, muito amor. O amor tem que ser pleno, o amor tem que ser recíproco, o amor tem que ser puro e existir somente por existir, sem razão, sem um porquê. O amor, sozinho, pode fazer surgir um relacionamento. Mas o amor, sozinho, não mantém esse relacionamento. Não torna ele “eterno até que a morte os separe”. Tão essencial quanto o amor, pra manter um relacionamento, é a confiança. Daí advém um outro clichê: “a confiança é como cristal”. Ninguém da bola pra isso aos 15 anos, quando a gente acha que uma mentirinha pros pais não faz mal nenhum, até eles descobrirem e plim, acabar a confiança. Mas nossos pais são nossos pais, eles vão ficar com a gente pra sempre, e com o tempo e com a maturidade a confiança, invariavelmente, se reestabelece. Porque eles são nossos pais, a gente cresce junto com eles, amadurece com eles. Mas num relacionamento amoroso, não se tem chance de crescer com os nossos erros, porque muitas vezes os nossos erros nos levam ao término do relacionamento. O que eu quero dizer é que num relacionamento amoroso, a confiança não pode ser quebrada e restituída. Até pode, dependendo do grau de destruição e da boa vontade dos dois em superar isso.

Uma vez que é quebrada, a confiança é como um cristal caro herdado de sua bisavó que você quebrou da mesinha de centro da sua mãe. Quebrou, meu bem, coitada de você, mas nem com toda superbonder do mundo ele pode voltar a ser o que era. Sua mãe vai notar, ela vai ver que o cristal foi quebrado, e ela vai cobrar isso de você a vida todinha. Isso é a pior parte. A cobrança eterna gerada pela desconfiança, pela quebra do cristal. É isso que destrói um relacionamento mesmo com toda a boa vontade dos dois em mantê-lo de pé. A mentira, qualquer que seja, de qualquer tamanho, com qualquer dimensão, é o veneno de qualquer relacionamento. Por quê? Porque não se mente para quem se ama. Porque não se mente pra quem depositou em você confiança. Algo tão raro ultimamente, que só se dá a alguem que julgamos merecedor dela.  Porque simplesmente se tem vontade de dividir a verdade. O que foi feito é errado? Não importa, o peso da mentira na consciência tem que ser maior do que o peso da verdade dita para o outro. Daí advém um outro clichê: “me magoe com a pior verdade, mas não me iluda com a melhor mentira”. Porque a pessoa que está do outro lado daria tudinho pra saber o que realmente existe, e se existe amor, muitas coisas podem ser perdoadas se confessadas no momento certo, e o momento certo é sempre o momento posterior em segundos ao fato. Até porque, mais uma vez os clichês entram em cena: “mentira tem perna curta”, e qualquer coisa descoberta por outro meio que não a confissão de quem pratica tem a dor de um corte de navalha no meio do estômago, aquele frio, aquela dor, aquele momento surreal em que se pensa que não pode ser possível, mas é.

Além da confiança, pilar de um relacionamento sério, tem o respeito. Quando acaba o respeito, acaba o relacionamento. Pergunte a alguém mais velho, que já tenha vivido alguns anos a mais. Certamente esse item não vai faltar na listinha must have de relacionamento. O que eu quero dizer? Que o respeito se ganha com o tempo e se perde em um único dia, assim como a confiança. Respeito é a lealdade, algo muito maior do que fidelidade. Respeito é companherismo. Respeito é ser incapaz de ofender, levantar a voz, agredir (to falando de agressão verbal minha gente, não to falando de Chris Brown, que aí já é outros quinhentos) a quem se ama.

Três coisas que juntas fazem um relacionamento, mas que sozinhas não o sustentam.

Quando um deles falta, é hora de dar um basta.

três vértices de um triângulo. Fiquei com preguiça de procurar um triângulo melhor

três vértices de um triângulo. E também um sinal de PARE.

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7 pensamentos sobre “Quando dar um basta?

  1. Bel disse:

    bah!!! choquei!!! amei e choquei!!!

  2. Marina disse:

    to arrepiada! lindo! é verdade, tem que ter amor em todo relacionamento, mas tem que ter mucho más tambien. namoro não é brinquedo não minha gente, gostar é tão bom, mas às vezes seria tão mais fácil não gostar! e só um detalhe, aquele sinal não é de pare, e sim um triângulo para sinalizar a distância de quanto por exemplo um carro ta estragado, tem um acidente e tal..ou, no maximo, um sinal de dê a preferência ao contrário. e isso que eu fiz auto escola há mais de 3 anos e tu acabou a teórica há poucos meses hehehe

  3. BIBI disse:

    TÁ MARINA NÃO PRECISAVA ESTRAGA A BRINKS NÉ TINHA FICADO TÃO BOM COMO SINAL DE PARE

  4. […] papo cabeça, de ontem,  aqui e […]

  5. LBM disse:

    Muito bom o texto, as vezes é difícil organizar nossas emoções e sentimentos, e com um simples texto você conseguiu me ajudar.

  6. AXSASXAS disse:

    Concordo em partes, qdo vc tem uma relação e vive essa relação tudo é muito diferente… Vc não pode cobrar tanto de uma pessoa se vc tb erra, afinal vc tb é ser humano. Acho que a melhor maneira de levar a vida é amar, e não criar grande expectativas pois o q vier é lucro.

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